quinta-feira, 2 de junho de 2011


"Não entendo a urgência. Eu por exemplo, não tenho pressa, desde que seja logo."

(Gabito Nunes)

"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."

(Caio Fernando Abreu em: Triângulo das Águas, editora L&PM - pocket, página 36)

"Sabe... eu acho que há coisas que a gente precisa pensar... porque provavelmente alguém, em algum lugar do mundo, está esperando por você."

(Por um amigo de Débora Noal, trecho de uma entrevista de Débora, dada à Época)

"Agora, como boa marinheira de incontáveis viagens, finalmente sei como desatar nós."

(Gabito Nunes)

"Ah! Eu só sei colecionar laços."

(Priscila Rôde)

"Parece-me agora, tanto tempo depois, que as partidas-dolorosas, as amargas-separações, as perdas-irreparáveis costumam lavrar assim os rostos dos que ficam. E do buraco negro da memória que ocupa agora o espaço anteriormente ocupado por essa pessoa – sim, era uma pessoa que não lembro - , em vez de faces, jeitos, vozes, nomes, cheiros, formas, chegam-me somente emoções confusas ou palavras como estas – doloroso, amargo, irreparrável."

(Caio Fernando Abreu, em: Triângulo das Águas, editora L&PM – pocket, página 70)

"(...) criando um estado capaz de receber o que virá de fora."

(Caio Fernando Abreu, em: Triângulo das Águas, editora L&PM – pocket, página 74)